Paralisações pela data-base movimentam servidores em manifestos por todo o Estado

paralisacaoA primeira da série de paralisações coordenadas pelo SINDJUSTIÇA contra o veto à data-base foi marcada por uma intensa movimentação dos servidores nas comarcas goianas. Vestidos de preto em sinal de luto e indignação, os trabalhadores fizeram uso de faixas e painéis em um ato silencioso, mas capaz de quebrar a rotina das unidades judiciárias.

O manifesto repercutiu de norte a sul do Estado. Em Goiânia, a diretoria do SINDJUSTIÇA se juntou à categoria nesta quarta-feira (25) na sede do TJGO e no Fórum Criminal, no Jardim Goiás. No interior, os servidores permaneceram também nas portas dos fóruns, onde esclareceram a população as razões da mobilização. A paralisação se estendeu por todo o expediente.

Esse foi só o início do plano de ação traçado pelos servidores, com o sindicato, buscando a reversão do veto e o pagamento da data-base. É importante que a categoria, nesse momento, una suas forças para fazer esse movimento não só histórico, mas decisivo na luta pela reposição inflacionária. Fábio Queiroz, presidente do SINDJUSTIÇA.

Fotos enviadas ao sindicato pelos filiados mostram paralisações com públicos expressivos no interior. Foi assim, por exemplo, nas comarcas de Abadiânia, Cavalcante, Montividiu, Planaltina, Bela Vista de Goiás, Inhumas e Santo Antônio do Descoberto. Houve registros fotográficos do manifesto também no Fórum Cível da capital.

Nem todas as atividades foram interrompidas. Em cumprimento à lei, os servidores se revezaram nas unidades para manter o porcentual de 30% dos profissionais nas escrivanias, garantindo o atendimento nas demandas consideradas essenciais, como pedidos de habeas corpus, alvarás de soltura e medidas em torno de pensões alimentícias.

As paralisações continuam

Na próxima terça-feira (31), os servidores tornam a paralisar o trabalho durante 24 horas, cuidando do atendimento essencial. A diretoria do SINDJUSTIÇA convoca toda a categoria a se engajar nesse manifesto. As paralisações são parte do mecanismo empregado na luta da classe pela data-base relativa a 2016, atrasada há 12 meses.

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