DEPOIS DA APOSENTADORIA

Val Moraes transforma talento adormecido em arte e coleciona amigos e viagens

“Descobri um prazer que estava adormecido: a arte de fazer crochê”, conta Maria Valneir Soares de Moraes, a querida Val.

A aposentadoria representou uma mudança de rotina para ela, mas não diminuiu seu entusiasmo pela vida. Val dedicou 37 anos ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), atuando como Avaliadora Pública e Oficiala de Justiça na Comarca de Posse. Hoje, aos 65 anos, segue construindo novas histórias, cultivando amizades, viajando pelo Brasil e redescobrindo talentos.

Nascida no Ceará e criada entre Goiás, Rio de Janeiro e sua terra natal, Val sempre encarou sua profissão como um verdadeiro propósito de vida. “Trabalhei no TJGO por 37 anos atuando como Avaliadora Pública e Oficiala de Justiça. Tive isso como uma missão sacerdotal, ou seja, amava o que fazia”, relembra.

A servidora se aposentou em 2023, aos 63 anos. Mas quem conversa com ela percebe rapidamente que a palavra aposentadoria está longe de significar acomodação. Ela mesma se define como uma “eterna adolescente”.

“Sou muito efusiva, eterna adolescente. Amo a vida, amo viajar e conheço quase todo o Brasil, especialmente o litoral”, conta.

Mãe de Adriana, Matheus Henrique e Sarah, sua filha caçula, que mora com ela em Posse, Val encontrou na nova fase da vida a oportunidade de resgatar uma atividade que fazia parte de sua juventude: o crochê.

“Hoje, aposentada, ainda viajo muito, mas descobri um prazer que estava adormecido: a arte de fazer crochê.”

Entre uma viagem, os cuidados com a casa, a academia e os encontros com as amigas, ela transforma linhas em peças cheias de significado. O hobby já rendeu produções especiais, como o look utilizado na estreia da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo e as flores que adornaram o vestido junino usado nas festas típicas deste ano.

A criatividade também está presente em uma tradição que mantém na cidade onde vive. Todos os anos, Val confecciona peças para presentear o Imperador do Divino Espírito Santo durante as celebrações religiosas locais.

Flamenguista apaixonada, devota de Nossa Senhora Aparecida e sempre pronta para uma nova viagem, Val demonstra que a aposentadoria pode ser um período de descobertas, realizações e liberdade para investir em antigos sonhos.

Sua trajetória inspira outros servidores a enxergarem essa fase da vida como uma oportunidade de continuar aprendendo, criando e vivendo intensamente. Afinal, como a própria Val faz questão de mostrar, nunca é tarde para encontrar novos caminhos e tecer novas histórias.

Assessoria de Comunicação do SINDJUSTIÇA | Ampli Comunicação