
Para muitas pessoas, a aposentadoria representa o encerramento de um ciclo profissional. Para Márcia Regina Reges da Silva, 64 anos, foi exatamente o contrário. Quando deixou o Tribunal de Justiça de Goiás, em 7 de março de 2017, após quatro décadas de trabalho, ela decidiu que aquela seria apenas a abertura de um novo capítulo de sua história.
Conhecida entre colegas como “Márcia do Charife”, em referência ao período em que trabalhou ao lado do magistrado por quase 20 anos, ela passou a adotar uma filosofia de vida que resume bem sua trajetória após a aposentadoria: “Aposentada sim, inativa nunca.”
Bacharel em Relações Públicas e em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), além de possuir MBA em Gestão do Poder Judiciário pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Márcia não demorou a encontrar novos desafios. Logo após a aposentadoria, reorganizou sua rotina e montou um escritório em casa, por meio do qual passou a prestar serviços terceirizados na área jurídica, mantendo-se conectada a um campo que sempre fez parte de sua vida profissional.
Mas os novos caminhos não pararam por aí. Com a mesma disposição que marcou sua carreira no Judiciário, ela decidiu explorar interesses que antes ficavam em segundo plano. Iniciou aulas de canto e, mais recentemente, concluiu um curso de gastronomia. A nova habilidade rapidamente se transformou em atividade prática, com a organização de pequenos eventos, cafés da manhã, brunches e coffee breaks.
Mãe de João Neto e Maria Clara, Márcia vê nessa fase uma oportunidade de mostrar aos filhos que a idade não deve ser encarada como limite para novos sonhos. Atualmente, dedica parte de sua rotina aos estudos para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um objetivo que pretende concretizar em breve.
“Tenho uma necessidade vital de me manter ativa e produtiva e reconheço, com gratidão, que isso só é possível porque Deus me concede saúde, disposição e condições para seguir em constante movimento e evolução”, afirma.
No Dia do Funcionário Público Aposentado, celebrado em 17 de junho, a história de Márcia Reges reforça a proposta da série Depois da Aposentadoria – Novos caminhos, novas histórias: mostrar que a aposentadoria não precisa representar um ponto final. Em muitos casos, ela é apenas o início de uma fase repleta de descobertas, realizações e novos projetos.
Assessoria de Comunicação do SINDJUSTIÇA | Ampli Comunicação





