Em junho comemoramos o Dia do Funcionário Público Aposentado. Aproveitando a data, vamos contar histórias de filiados que se reinventaram depois da aposentadoria e descobriram novas missões na vida após “pendurar as chuteiras” na série Depois da Aposentadoria — Novos caminhos, novas histórias.
Para nossa colega Carmelinda Amélia Reis, 61 anos, a aposentadoria encerrou um ciclo importante da sua vida, mas também marcou o início de uma nova jornada. Servidora aposentada da comarca de Uruaçu desde 2020, ela conta que não estava preparada para deixar a rotina de trabalho. Viúva, com uma família pequena formada por um filho e uma neta, enfrentou um período difícil de adaptação. “Eu fiquei um ano com ansiedade, porque não tinha nada para fazer, já que estava me sentindo inútil”, relembra.
Em busca de novos caminhos, mudou-se para Anápolis e decidiu investir em um sonho antigo: cursar Direito. Já formada em Gestão Pública, voltou aos bancos da faculdade 18 anos depois. Iniciou os estudos em 2021 e, após três períodos, retornou para Uruaçu, onde foi aprovada em primeiro lugar na seleção para ingresso na UEG. Lá também reencontrou os colegas de trabalho, com quem mantém contato até hoje e de quem recebe apoio e torcida.
Hoje, Carmelinda está no 9º período do curso, foi homenageada recentemente como aluna destaque da universidade e atua há dois anos em um escritório de advocacia ao lado do professor Danyllo Balduíno, com quem firmou parceria profissional. “Minha vida mudou completamente. Hoje encontro mais equilíbrio, propósito e felicidade no dia a dia”, afirma.
Prestes a concluir a graduação e se preparar para o exame da OAB, ela segue construindo uma nova carreira. De forma simbólica, voltou aos corredores da Justiça, agora do outro lado do balcão.
A história de Carmelinda mostra que a aposentadoria não precisa ser um ponto final, mas pode ser a oportunidade de recomeçar e realizar sonhos que ficaram guardados por anos.









