Carta aberta do SINDJUSTIÇA

PCS NOTA DE ESCLARECIMENTO“O Poder Judiciário estará em plena harmonia com os outros Poderes, mas sempre atento à sua autonomia e independência. Os servidores têm feito um esforço homérico no seu cotidiano. Presto minha homenagem a esses parceiros, que de forma sacerdotal têm mantido este Poder com a dignidade que ele deve ter”.

Há cerca de um ano, o presidente do TJGO, desembargador Gilberto Marques Filho, proferia essas palavras diante de um plenário lotado e atento, que acompanhava sua chegada ao posto máximo do Poder Judiciário em Goiás. Palavras estas absorvidas por uma classe de trabalhadores que cotidianamente entrega o seu saber e a sua força de trabalho ao funcionamento da estrutura da Justiça no Estado.

O reconhecimento à importância dos servidores para o Judiciário goiano, expressado pelo presidente Gilberto Marques naquela ocasião, foi sendo amadurecido ao longo de todo o ano de 2017 em forma de uma necessária reestruturação vencimental, a que chamamos de Plano de Cargos e Salários. Dezenas de reuniões, centenas de horas de trabalho, das quais participou ativamente o SINDJUSTIÇA, foram consumidas todo esse tempo na construção de um modelo justo a ser aplicado.

Em outubro do ano passado, em assembleia histórica dos servidores filiados ao sindicato, a categoria apoiou integralmente a proposta elaborada pelo Conselho Setorial de Política Salarial do TJGO, cujo resultado traz clara e decisiva contribuição da atual diretoria do SINDJUSTIÇA. Iniciava-se, ali, uma jornada infinitamente mais longa do que se poderia prever no início daquele ano.

Cerca de um mês após a apresentação da minuta do PCS aos servidores, o presidente Gilberto Marques, em reunião com a diretoria do sindicato, confirmou sua disposição em reunir-se com o chefe do Executivo a fim de viabilizar a tramitação célere do novo Plano de Cargos e Salários, assumindo então o compromisso de buscar uma resolução positiva ainda no ano de 2017.

Por fim, em entrevista pública à imprensa goiana, o presidente Gilberto Marques informou sua pretenção de envio do PCS à Alego em janeiro de 2018. Infelizmente, o que se previu não se confirmou. O ano legislativo segue seus trabalhos sem que por lá tenha chegado o nosso Plano de Cargos e Salários.

É notório que os servidores do Judiciário são responsáveis por manter vivo esse Poder que leva esperança a milhares de cidadãos que a ele recorre. Entretanto, esses mesmos servidores também têm clamado por Justiça. Não é razoável que um Tribunal que anualmente é premiado pelo cumprimento de metas estabelecidas pelos órgãos de controle – graças ao abnegado trabalho realizado pelos seus servidores – continue a desvalorizar seus trabalhadores.

“Nós pretendemos resgatar o direito do servidor de ganhar o que realmente é justo. Estamos em 23º em termos de remuneração dos servidores da Justiça e queremos colocá-los em 7º ou 8º, no máximo. Isso nós vamos fazer através do novo Plano de Cargos e Salários”. Palavras do presidente Gilberto Marques em entrevista coletiva, no fim do ano passado. Sim: estamos entre os servidores da Justiça mais produtivos do País, mas temos uma das piores remunerações do Brasil.

A Diretoria do SINDJUSTIÇA, que tem se dedicado dia após dia à redução dessa desigualdade absurda no âmbito do Poder Judiciário goiano, espera, uma vez mais, que o reconhecimento tanto almejado e merecido chegue. Já.

Diretoria do SINDJUSTIÇA

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