Justiça em Números evidencia alta produtividade dos servidores do Judiciário estadual e baixo rendimento mensal; subsídio dos juízes goianos é o segundo mais alto do País

justica em numeros 2A despesa média mensal do TJGO com seus servidores não reflete o alto índice de produtividade dos trabalhadores, demonstrado no Relatório Justiça em Números 2017 divulgado hoje pelo Conselho Nacional de Justiça. Embora os servidores do TJGO apareçam em segundo lugar no ranking dos mais produtivos entre os Tribunais de médio porte no País, estão em quinto lugar em relação a rendimento médio, ficando atrás de tribunais dos estados de Mato Grosso, Bahia, Maranhão, além do Distrito Federal, classificados como tendo o mesmo porte do TJGO.

Em contrapartida, o relatório evidencia, uma vez mais, os altos salários pagos aos magistrados goianos. Segundo o Justiça em Números, o rendimento mensal dos juízes de Goiás é o segundo maior do País, perdendo apenas para os juízes do Mato Grosso do Sul: despesa média mensal equivalente a R$ 70.573.

Os servidores do Judiciário em Goiás se destacaram tanto em produtividade que, se considerados todos os tribunais estaduais do País, os servidores goianos aparecem em quarto lugar no ranking dos mais eficientes.

Leia o relatório na íntegra.

“O Relatório Justiça em Números 2017 deixa clara a necessidade de valorização vencimental da categoria, uma luta contínua nossa e que agora se avoluma em defesa da aprovação do novo Plano de Cargos e Salários da categoria. Ano após anos, os servidores do Judiciário em Goiás têm demonstrado a eficiência de sua força de trabalho e necessitam ser recompensados de forma justa e coerente”, destaca a presidente do SINDJUSTIÇA, Rosângela Ramos de Alencar.

Comissionados
Dentre os vários números levantados pelo CNJ, o relatório mostra que os gastos do TJGO com cargos comissionados representa hoje 10,3% das despesas do órgão com pessoal. O índice coloca o Tribunal em sétimo colocado dentre os que mais gastam com essa categoria de servidores.

O Judiciário possui uma força de trabalho total de 442,365 mil pessoas, sendo279,013 servidores, 18,011 mil magistrados (juízes, desembargadores e ministros), e 145,321 mil trabalhadores auxiliares (terceirizados, estagiários, juízes leigos e conciliadores). Eles atuam em 90 tribunais, disseminados em 16.053 unidades judiciárias de primeiro grau instaladas no País.

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