Em nota de esclarecimento, SINDJUSTIÇA se manifesta sobre entrevista do desembargador Leobino em reportagem do TJGO

novo-site-notebook-celularO SINDJUSTIÇA vem a público esclarecer que a reportagem publicada no site do TJGO, na sexta-feira (27), intitulada Leobino Chaves deixa legado de realizações e benefícios a servidores, não transmite integralmente o modo como a administração do Tribunal tem tratado os profissionais efetivos da Casa. A começar pela data-base dos trabalhadores, atrasada há um ano, que sequer é mencionada no texto.

Leia a reportagem.

Na avaliação do SINDJUSTIÇA, é inconcebível afirmar que a gestão atual do TJ, presidida pelo desembargador Leobino Valente Chaves, investiu em benefícios para os servidores. Nem mesmo a reposição das perdas inflacionárias, garantida por lei, obteve bons préstimos dessa administração. O anteprojeto de lei da data-base de 2016 até foi enviado à Alego para apreciação. No entanto, a gestão institucional do Judiciário com os demais Poderes constituídos, que de fato importaria para a sanção do texto, essa não existiu. A prova está aqui, em documento no qual Leobino afirma ao SINDJUSTIÇA que sua atuação na data-base se limitaria ao anteprojeto, portanto, sem articulações com o chefe do Legislativo.

Por isso também que, distanciado da realidade dos servidores do TJ, o governador Marconi Perillo vetou, sem qualquer reserva, o projeto da data-base. Uma proposta que, vale ressaltar, já leva em seu teor um porcentual abaixo do índice oficial calculado pela Segplan-GO. O ideal era pagar a data-base a 14,18%, mas o Tribunal só autorizou 10%.

A procrastinação na implementação do auxílio-transporte e auxílio-saúde, por exemplo, é outro fator que evidencia a falta de investimento nos servidores durante esta administração. No que diz respeito ao auxílio para deslocamento ao trabalho, são seis anos de um jogo de empurra interminável no TJ. Enquanto isso, os servidores, que estão há 13 anos sem reajuste salarial, têm de arcar com esses custos, sabendo, todos nós, que as tarifas do transporte público são reajustadas anualmente.

Se os servidores da ativa estiveram à margem dos planos do Tribunal na gestão de Leobino, os profissionais aposentados foram esquecidos nessa administração. Eles poderiam ter suas perdas amenizadas com o auxílio-saúde, na compra de medicamentos, cujos preços também sofreram reajuste em 2016. Mas esse benefício ainda não chegou.

A ação da URV até foi destacada nessa reportagem com viés de balanço de gestão. O Tribunal de Justiça só não lembrou que o presidente Leobino se comprometeu, com o SINDJUSTIÇA e os servidores, a se manifestar sobre o pagamento da URV até novembro passado, mas desistiu na última hora, passando essas tratativas para o próximo presidente, desembargador Gilberto Marques Filho.

Se houve avanços nessa gestão envolvendo servidores e benefícios, os únicos beneficiários são a população de Goiás e o próprio Tribunal de Justiça. Mesmo desvalorizados, os trabalhadores do Judiciário continuaram mantendo o alto padrão de qualidade na prestação jurisdicional, sustentando o TJ no topo da produtividade nacional, como o CNJ atesta.

Diretoria do SINDJUSTIÇA

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