Segundo pesquisa, 44% dos servidores do TJRJ já sofreram assédio moral no trabalho

assedio moralAssunto é destaque na revista Istoé; SINDJUSTIÇA combate abusos em Goiás

Chega a 44% o índice de servidores do Poder Judiciário fluminense que afirmam ter sofrido humilhações e perseguições no ambiente de trabalho. Dado considerado alarmante, que, de acordo com o juiz do trabalho Paulo Blair de Oliveira, faz do assédio moral uma das práticas que mais prejudicam a saúde e bem-estar dos profissionais da Justiça brasileira. “O índice de servidores públicos com problemas de saúde é cada vez mais elevado”, diz o magistrado e professor da Universidade de Brasília (UnB), sobre a pesquisa realizada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (Sindjustiça-RJ). O levantamento foi tema de reportagem publicada pela revista IstoÉ, na semana passada. Leia a íntegra da reportagem. Atento ao combate de casos de assédio moral que atingem trabalhadores do Judiciário goiano, o Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (SINDJUSTIÇA) tem buscado alternativas de solução para o problema junto a outras entidades e os órgãos de correição.

Pouco mais de 45% dos servidores responderam que já foram ofendidos ou humilhados por advogados ou partes em suas unidades de lotação. Foram ouvidos 3.125, dos 13.730 profissionais do Tribunal de Justiça estadual (TJRJ). O excesso de trabalho, com 66%, liderou a lista de práticas de assédio moral ocorridas na Justiça fluminense, seguido pela remoção arbitrária (45%) e perseguição (34%). “Maltratar um servidor ou ameaçá-lo é tirar sua motivação ao trabalho. Já não basta a falta de reconhecimento vencimental, os servidores ainda estão sujeitos a perseguição no ambiente de trabalho”, declarou o presidente do SINDJUSTIÇA, Fábio Queiroz, no último dia 21 de março, em relação ao problema denunciado ao sindicato por trabalhadores da comarca de Goiatuba, no Sul goiano. À época, os servidores locais foram assistidos pelo projeto Giro pelo Interior, do SINDJUSTIÇA. Na pauta da audiência, queixas de profissionais do Tribunal de Justiça goiano (TJGO), que são vítimas de assédio moral naquela unidade jurisdicional.

Relatado pelo SINDJUSTIÇA com casos, inclusive em Goiânia, o desvio de função se repete também no RJ e alcança 41% dos servidores entrevistados na pesquisa em questão. O levantamento releva, ainda, que 44% dos trabalhadores já sofreram assédio moral em suas unidades jurisdicionais. A prática é mais comum entre servidores do sexo feminino, com 62,2% dos casos, contra 37,8% de homens vítimas de assédio moral no trabalho. Os abusos ocorridos no ambiente profissional podem levar o trabalhador a desenvolver, inclusive, distúrbios psiquiátricos, como depressão. Foi o que assinalou, no estudo, 4,7% dos servidores do TJRJ. Outra parcela, de 0,8%, declarou sofrer insônia, seguida de 0,2% dos entrevistados que assumiram ter problemas com alcoolismo em razão do assédio moral. Abusos do tipo, que atingem servidores do TJGO, podem e devem ser denunciados pelos trabalhadores ao SINDJUSTIÇA. Para tanto, o sindicato mantém canal aberto parar tomar conhecimento e prestar assistência às vítimas de assédio moral no âmbito da Justiça estadual.

Os servidores do TJGO podem acionar o SINDJUSTIÇA aqui, pelo site da entidade, e através dos canais do sindicato no Facebook e Twitter. Se preferir, o filiado pode denunciar casos de assédio moral também pelo telefone (62) 3224-4458.

Fonte: Assessoria de Comunicação do SINDJUSTIÇA (com informações da revista IstoÉ) | Ampli Comunicação

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